Culto de Exu Brasil

Exu, de mesageiro a diabo.

 

Exu, de mesageiro a diabo

 Sincretismo católico e demonização do orixá Exu

Reginaldo Prandi

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 [Texto em publicação na Revista USP]

Os primeiros europeus que tiveram contato na África com o culto do orixá Exu dos iorubás, venerado pelos fons como o vodum Legba ou Elegbara, atribuíram a essa divindade uma dupla identidade: a do deus fálico greco-romano Príapo e a do diabo dos judeus e cristãos. A primeira por causa dos altares, representações materiais e símbolos fálicos do orixá-vodum; a segunda em razão de suas atribuições específicas no panteão dos orixás e voduns e suas qualificações morais narradas pela mitologia, que o mostra como um orixá que contraria  as regras mais gerais de conduta aceitas socialmente, conquanto não sejam conhecidos mitos de Exu que o identifiquem com o diabo (Prandi, 2001: 38-83). Atribuições e caráter que os recém-chegados cristãos não podiam conceber, enxergar sem o viés etnocêntrico e muito menos aceitar. Nas palavras de Pierre Verger, Exu "tem um caráter suscetível, violento, irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente", de modo que "os primeiros missionários, espantados com tal conjunto, assimilaram-no ao Diabo e fizeram dele o símbolo de tudo o que é maldade, perversidade, abjeção e ódio, em oposição à bondade, pureza, elevação e amor de Deus" (Verger, 1999: 119).

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Pombagira e as faces inconfessas do Brasil

 

Pombagira e as faces inconfessas do Brasil

Reginaldo Prandi

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Do livro de Reginaldo Prandi, Herdeiras do Axé.
São Paulo, Hucitec, 1996, Capítulo IV, pp. 139-164.

 

I: Personagens de duvidosa moralidade

 

O Brasil tem uma larga tradição católica de devoção aos santos, com os quais os fiéis estabelecem relações de favor e de troca que presumem sempre uma certa intimidade com as coisas do mundo sagrado (Camargo et alii, 1973).  Com o espraiamento das tradições afro-brasileiras no curso deste século, parece que esta intimidade com personagens do mundo sagrado — agora sobretudo com  divindades afro-brasileiras, com as quais os santos se sincretizam, mais os espíritos dos mortos — teria se intensificado. De fato, há uma infindável lista de famílias ou classes de entidades sobrenaturais com que fiéis brasileiros podem estabelecer relações religiosas e mágicas e contatos personalizados, especialmente através de cerimônias em que essas entidades se apresentam através do transe de incorporação: os caboclos, pretos-velhos, ciganos, príncipes, marinheiros, guias de luz, espíritos das trevas, encantados, além dos orixás e voduns.

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Como nasceu a Quimbanda (Kimbanda)

 

Como Nasceu a Quimbanda (Kimbanda). Culto de Exu e Pomba Gira.

 

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         No começo de tudo, somente existia Nzambi. ele era o Um, o Eterno, detentor de todas as mirongas (segredos, magias). Nzambi era cheio de energia e poder e estava pronto para explodir a qualquer momento. Então, decidiu que era o momento de criar. Em um piscar de olhos, ele  fez de si mesmo milhões e milhões de pedaços de matéria que se dispersaram, serpentenando, como um redemoinho, girando em sentido horário em torno dele. Nzambi criou Ngombe, o Universo e toda a matéria visível.

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Culto de Exu e Pomba Gira. Toques

 

Culto a Exu e Pomba Gira, Compadres e Comadres como chamam os mais antigos. ao meu ver Exu e Pomba Gira não tem nação especifica, seu culto penetram dentro das Religiões dos Orixás, Nkisis, Umbanda, Vodun, Candomble, Kimbanda, Santaria, Palo, Batuque, dentre outras. Estudiosos afirmam que a origem do Culto de Exus e Pomba Gira vem de Angola, Kongo, uma vertente do Culto aos Ancestrais, denominado muitas vezes de Kimbanda. Exu Orixá e diferente de Exu compadre e comadre Exu Feminino.

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A QUIMBANDA OS GUARDIÕES DA ESQUERDA DOS ORIXÁS.

 

A QUIMBANDA ou Kimbanda,  OS GUARDIÕES DA ESQUERDA DOS ORIXÁS.

AS SETE LINHAS DA ESQUERDA.

EXÚ E POMBA DOS ORIXÁS.


Origem da Palavra QUIMBANDA

Muitos Sacerdotes chegam a afirmar que Quimbanda é o lado negativo da Umbanda, e para outros uma prática a magia negra.


Mas sabemos que a magia não tem cor, nem é branca, nem é negra, magia é só uma. O bem ou o mal está dentro de cada ser humano. Temos o livre arbítrio de pensar e agir como quizermos. E, o que é errado para uns, é certo para o outros.

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